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Há luz na escuridão

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em 17/7/2020, 12:33




Aventura

Aqui ocorrerá a aventura do Caçador Deep Yorufubuki, a qual não possui narrador definido.

DEV.Reme
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Localização : Seul

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Há luz na escuridão TBO2FBd
em 17/7/2020, 22:52
Faziam dois anos que eu não vinha mais ali, caramba, o tempo voa de uma forma descompassada e estranha, me parece tão distante o tempo que morei na casa do senhor Nanto.
É… Senhor Nanto, o bastardo nem me deixava chamar ele de pai, também não me deu seu sobrenome, não que eu queira algo daquele velho desgraçado, apenas voltei pra esse ninho de pulgas por causa da Hanako…

Ao pensar em minha irmã pouco menos de dois anos mais velha, no que ela havia passado recentemente e no fato de que iam trazê-la para casa hoje, me deixava preocupado. Até hoje eu não vivi uma vida responsável, não tinha nenhum dinheiro guardado e a Hanako ia precisar de muitos remédios, fora a conta do hospital que não será nada baixa. Fora isso ainda tem esse lugar… O velhote podia ter pelo menos trabalhado para dar uma casa boa para a família ao invés de ficar usando as viagens de negócio para se engraçar com mulheres estrangeiras e se forçar nelas até ser demitido… Vou precisar comprar uma casa melhor futuramente, uma que seja adaptada para cadeirantes.

Mas primeiramente eu precisaria ajeitar esta casa para receber Hanako, afinal de contas o acidente ocorreu tem um mês ou um pouco mais que isso, a casa está sem ninguém tomar conta desde então.

Iria então andar até a porta de entrada da casa e verificar se estava trancada, se a chave estava embaixo do tapete ou em enfeites próximos a porta, abriria a porta se ela estivesse destrancada ou se achasse as chaves, mas caso contrário reduziria um pouco meu poder elemental e daria uma rajada de sombras na tranca para obliterar a mesma e aquele pedaço da porta para ganhar entrada.

Caso arrombasse a porta, pesquisaria por trabalhadores faz tudo no meu celular e ligaria para um:

-Alô… Tive um problema aqui com a minha porta e ela se quebrou, precisa da instalação de uma nova com trancas novas…

Passaria o endereço pro primeiro que aceitasse o serviço e partiria pra cozinha, esvaziaria tudo que estava na geladeira para sacos de lixo que sabia que costumavam ser guardados embaixo da pia e os colocaria na lixeira externa quando cheios e amarrados.

Em seguida pegaria produtos de limpeza da casa e passaria um pano nos móveis e no chão para tirar a poeira da casa.

Com isso feito esperaria o faz-tudo terminar para pagá-lo e sentaria na sala olhando o endereço da Draw shield no celular e informações sobre a guilda na internet, me manteria na pesquisa até a ambulância que traz minha irmã chegar ou algo me chamasse a atenção de forma a ter de verificar.
Deep
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em 18/7/2020, 18:29
O verão em Osaka era tranquilamente reconhecido pelos seus moradores como quente e duradouro, um clima consideravelmente distinto ao desejo das pessoas que buscavam simplesmente o conforto de suas casas para acomodar-se. O sol irradiava em seu brilho a completa intensidade e seu clarão reluzia sobre a silhueta esguia de um japonês um tanto peculiar com feições que criariam questionamentos sobre sua real nacionalidade, suas mãos tateavam sobre a maçaneta girando a suavemente apenas para encontrá-la trancada emitindo um leve e suave som da madeira reagindo ao pequeno impacto proporcionado. Diferente do que se espera de pessoas presas ao lado de fora de seus domicílios nenhuma irregularidade ou surpresa se revelavam sobre seus olhos que calmamente buscavam por outras alternativas como se seguindo uma lista manuscrita passo a passo em suas ações. Embaixo do tapete condecorado apenas fuligem acumulada voava ao se expor com a brisa do vento, sobre o bebedouro de pássaros pendurado apenas resíduos de água a muito tempo parada dando impressão que um grande intervalo houvesse se passado desde o último reabastecimento, restava apenas o humilde vaso de planta com suas folhas murchas e a se desfazer, completamente vazio senão por sua presença desagradável que entristecia ainda mais o ambiente devido a sua aparência ressecada.

Escasso de maiores alternativas não lhe restava uma abordagem diferente e seu dedo indicador era nivelado a altura da fechadura, para aqueles que se mantiveram isolados aos últimos dez anos a cena poderia ser bizarra ou completamente escandalosa mas apesar de manter seus muitos mistérios Deep Yurufubuki era apenas um caçador e mago a classe que despertara revelando seus poderes anteriormente ocultos. A escuridão ganhava forma no que eram apenas segundos em passagem real, impedindo a passagem de luz por onde percorre moldando se ao formato de suas ambições, ao simples comando de suas intenções essa energia obscura era liberada de encontro a porta. Seus pedaços se perdiam na existência e a única prova de que algum dia chegaram a existir foi o imenso estalo que se emitirá com sua súbita destruição, onde antes existia um conjunto de metal destinado a selar uma passagem um enorme buraco irregular com pedaços de madeira pobre surgiram tornando a entrada finalmente acessível a seu indivíduo.

Um leve empurrão bastará, logo seus pés estavam caminhando lentamente sobre o piso de madeira enquanto seus dedos deslizavam sobre o toque habitual de seu smartphone, dado seu histórico e envolvimento com gangues posteriores não fora difícil encontrar os números das pessoas destinadas ao serviço que almejava e logo seu polegar discava sem nem ao menos olhar para a tela analisando o ambiente que há muitas primaveras outrora poderia ser chamado de lar. Lembranças invadiam sua mente, nostalgia construía seus ramos sobre sua imaginação e recordações se dispersaram como rolos de filme, memórias que seriam melhor esquecidas de momentos de abuso e sofrimento que carregavam sua história sobre essas paredes… cada parte daquela sala era manchada pelo seu próprio ato abusivo, seu corpo correspondia automaticamente e sensação de calor era formada onde antes havia dor e lamúria cessado apenas ao momento que seu eu passado atravessava para o mundo afora, abandonado pela própria família ou mais diretamente dizendo despejado de seu único lar.

O barulho da ligação trazia o remanescente de sua consciência dispersa de volta a realidade, o diálogo era curto e insignificante demais para se fazer relevante a especificações, afinal o trabalhador apenas confirmará sua participação avisando que levaria em torno de uma ou duas horas para locomoção anotando o endereço e planejando com antecedência os custos de mão de obra para o pagamento, um montante considerável de dez keks. Dado fim a negociação era hora de continuar com aquilo que viera a seus desejos e o impulsionara a estar aqui embora houvesse lugares melhores para se frequentar. Sua família estava morta, bom ao menos a maior parte de seus membros. Devido a um acidente de carro violento, notícias se espalharam por todo o japão a respeito do incidente e imagens da garota que sobreviveu após ter sofrido ao impacto brutal da batida contra o veículo oposto sobre condutor alcoolizado e tentando se arrastar para fora do carro enquanto a gasolina do tanque estourado enlambuzava parte do seu corpo, apenas uma simples ignição e as chamas consumiram sua pele e seus gritos de sofrimento foram a única coisa que alertaram os arredores para seu socorro. Ela era o fruto do sentimento profundo que assolava seu coração, sua eterna amada em meio a uma relação proibida, sua meia-irmã.

O prontuário médico dizia que ela teria alta para esta tarde, mesmo não sendo o lugar com as melhores das intenções o apartamento era melhor que deixá-la ao teto de gangsters delinquentes que poderiam abusar de seu corpo frágil e mentalidade abatida.  Isso era o suficiente para fazê-lo limpar a geladeira repleta de comida estragada e pega o espanador e demais produtos e acessórios de limpeza para deixar a casa novamente habitável. Por ser um apartamento de baixa renda não havia muitos cômodos o que tornara a tarefa mais fácil porém não menos cansativa, o suor já percorria seu rosto da testa deslizando até o queixo assim que encerrada suas obrigações quando escutava leves batidas vindas do lado de fora é um olho curioso que observava por entre o vão que seria o motivo em questão de sua vinda:

Vejo que fizeram um enorme estrago, espero que esses arruaceiros não tenham levado nada de valor de sua propriedade, francamente temos tido muitos casos de arrombamento ultimamente, as pessoas têm ficado mais afobadas desde que esses despertos apareceram.O trabalhador parecia ser uma figura alegre e tão pouco levava a questionar que Deep era na verdade o real culpado da atrocidade, para ele ninguém em seu juízo ligaria para consertar a fechadura de um lugar que acabara de arrombar e tão pouco tomaria esse lugar como residência deixando  o bom senso de lado, felizmente essa inocência acaba por livrar o garoto de dar maiores explicações deixando a tarefa sobre seus cuidados e o embolsando com o pagamento enquanto como resposta um par de chaves era depositada em suas mãos. Livre finalmente de seus afazeres seu corpo se arrastava até o sofá acomodando se sobre as almofadas para iniciar suas pesquisas sobre uma guilda de seu interesse, o direcionando para um site onde todas as informações contidas nele eram absorvidas.

Era tudo muito interessante, sua irmã mais nova podia ter seus motivos compreendidos, mas uma certa agitação que se formava a entrada e uma voz um tanto alarmada parecia o atrair, normalmente não interferimos até a campainha tocar ou batidas sempre expressas com intenções de chamá-lo mas havia algo naquele tom de voz que parecia relutante em fazê-lo e essa insegurança era o que o deixava alarmado:

Olhe o estado dessa recepção afora!Tem certeza que foi uma boa ideia? alguém que não é capaz de cuidar de uma casa não seria capaz de cuidar dela, mesmo com recursos tivemos dificuldades no hospital! Uma segunda voz menos preocupada e com autoridade envolvida contra argumentava a primeira de forma ríspida e sem brechas para ser rebatida.É quem bancária sua estadia na enfermaria, por acaso está disposta a pagar as despesas que ela causaria? Fizemos nosso trabalho ela está viva, se precisarem de mais alguma coisa nosso número é de fácil acesso mas não vejo motivos para ocupar nossos leitos privando seu acesso de pessoas com maiores necessidades!Isso parecia deixar a primeira voz incerta, murmúrios de sua garganta ecoavam mais sem emitir um som propriamente perdido em argumentos deixando evidente de quem havia sido a vitória de toda esta questão. Deep abria a porta impedindo um velho senhor que estava prestes a bater sobre ela,  calvo e com verrugas por todo o rosto, uma barriga gorda que mal aguentava seu jaleco que mantia os botões soltos, ao seu lado segurando uma cadeira de rodas uma mulher de ofício dispondo-se da locomoção de sua paciente, seus cabelos eram ruivos e suas bochechas completas de sarda com um semblante de alta preocupação.

Hanako parecia a mais surpresa e encarava o irmão com seu único olho de pupilas roxas e brilhantes exposto de intensidade tão grande que pareciam penetrar lhe a alma, suas emoções pareciam criar uma  representação de alívio e espanto simultâneo demonstrando que ela estava profundamente contente ao vê-lo após esse período longínquo mas decepcionada por ser em virtude de uma situação avassaladora e nesse estado de se causar pena. Seu orgulho parecia abandonar lhe o corpo e sua cabeça logo perdia o sustento encarando os seus pés incapazes de qualquer movimento não demonstrando seu atual nervosismo embora não precisasse de muitos sinais para ligar um ponto ao outro. A enfermeira levantava o dedo como se a súbita revelação de quem seria o responsável enchesse seus pulmões de indignação novamente, porém uma pequena mão marcada pelo fogo puxava lhe a manga com quase nenhuma força enquanto balançava a cabeça de forma negativa deixando uma cena embaraçosa no ar.
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em 18/7/2020, 22:12
Enquanto arrumava a casa, o faz-tudo chegou para ajeitar a porta e comentou sobre como o bairro andava violento, mais um motivo para eu mudar logo dali, não queria que Hanako ficasse sozinha num lugar desses enquanto eu fosse trabalhar. O homem comentava como se o buraco tivesse sido feito por um invasor, eu até pensei em falar que fora eu mesmo, no entanto todo o caos que podia ser gerado por eu ser um caçador ou por ele achar que eu estava invadindo, acabaria sendo algo prejudicial demais para uma pessoa doente, então era melhor manter a poeira calma o máximo possível.
Sentado no sofá verifiquei a Draw shield na internet, pela história e estilo era fácil entender como minha Akane, minha meia-irmã mais nova, se apegaria tanto a elas, o bom que não seria difícil achar a sede deles, era em um local bem conhecido da cidade e eu aproveitava para salvar o endereço nas notas do celular.
Estava bem esparramado no sofá quando comecei a ouvir vozes, sou bom com meus sentidos mesmo entre os despertados, não seria de se espantar caso estivessem falando sem sequer imaginarem que eu pudesse ouvir, mas pela conversa eu já sabia quem era, com certeza era o grupo do hospital trazendo Hanako e se eles estavam tendo esse tipo de conversa na frente dela, caramba, essa gente não tem bom senso?

Abriria a porta, o azul de meus olhos aflorando devido ao fervor de meu sangue, fazendo um brilho gélido aparecer nestes que são normalmente verdes, não estava acostumado a engolir essas coisas, até pouco tempo eu estava em gangue espancando quem olhava torto…

O olhar de Hanako me colocava em cheque, todo meu emocional desabafa perante aquele belo olhar púrpura, o tijolo difícil de engolir se quebrava em três partes, continuava difícil de aturar, mas com esforço e tempo ele descia, meu olhar se tornava acalorado novamente aos poucos enquanto tirava os olhos dos outros e os direcionava a Hanako, ela estava frágil, pálida, uma sombra de si mesma, mas ainda assim continuava bela de tirar o fôlego, contudo, eu podia perceber as marcas de fogo que ela tentava esconder, assim como a visão da cadeira de rodas na qual ela estava era um remarque ainda mais triste.

Me ajoelhava perante a garota, olhos marejados, boca congelada entre um sorriso e uma expressão de tristeza, estava tão em ver ela assim, tão feliz em ela ainda estar viva, levaria minha mão direita calmamente sobre a mão dela que estive mais próxima a mim.

-Desculpe por não te visitar no hospital Hanako, fiquei sabendo apenas outro dia que você era a garota que falavam no jornal, até ajeitar tudo para poder vir demorou um pouco… Mas agora eu estou aqui e a gente vai passar por isso juntos, tá?


Após alguns segundos olharia para os outros dois com um olhar claramente de que eles estão atrapalhando e num tom mais ríspido diria:

-Eu passarei no escritório de vocês para ver a respeito das despesas, mais alguma coisa ou posso levar minha irmã para dentro?

Caso os dois fossem embora, empurraria a cadeira de minha irmã com calma até a sala onde a colocaria de frente para o sofá, onde me sentaria esperando uma conversa complicada, não nos víamos desde quando a nossa “mãe” pegou a gente se beijando aqui mesmo nessa sala a dois… Quase três anos? Algo assim, agora todo esse tempo depois estamos reunidos aqui novamente numa situação tão pesada e sombria. Não sei dizer se ela me tratará como amante, irmão, estranho ou alguém que é um problema. Até onde sei ela podia estar namorando já, isso tornaria minha presença um incômodo ao fazer ela lembrar da família e causar problemas com o rapaz, não que eu fosse largar os cuidados dela com um qualquer, mas caramba é tanta coisa passando em minha, quanto tempo eu to em silêncio? Pera… Por que minha visão está ficando turva, que líquido morno é esse escorrendo em minhas bochechas? Eu estou chorando? Ah sim, com certeza essa era uma das poucas situações que me desbalanceariam a ponto do choro, através de uma voz tremida, olhos que escorriam lágrimas, só conseguia dizer uma coisa:

--E-estou tão feliz que você está viva Hanako… Eu… E-eu…

Era muita emoção pra mim, desabaria de joelhos na frente apoiando minha testa em suas pernas, engasgando em choro.

-E-eu não sei o que faria se você… S-e você…

Olharia para o rosto dela mais uma vez para ter certeza que era realidade que eu ainda a tinha ali, antes de chorar em seu colo um pouco mais.
Deep
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Æther

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em 19/7/2020, 19:27

O clima não estava propicio para romance mais como toda relação recaída sobre os olhares críticos da sociedade um gesto de amor sempre se fazia presente até mesmo nas situações menos propícias, sua compostura rígida de macho alfa fraquejou perante o deslustre de sua parceira, de joelhos postos ao chão nem mesmo o mármore era tão frio quanto a palma da garota, sua pele que já fora tão macia quanto um travesseiro agora era áspera e rugosa seus olhos apesar de procurarem desviar o contato mantiveram o apego que tanto desejava demonstrando que seu desconforto era propriamente pela sua aparência e não por repulsa justificando o motivo de ela não o afasta-lo apesar de estar claramente sentindo-se desconfortável. As palavras de seu irmão desciam como a garoa da chuva, poucas;presentes e transmitindo um ar de tranquilidade corando lhe as bochechas que apenas acenavam lentamente como se confirmando cada comentário e quem sabe um pouco mais. A enfermeira por outro lado mantém sua indignação querendo a todo custo se opor, se segurando apenas pelos olhares de advertência dados pelo médico como se qualquer ação fora de curva fosse ser devidamente penalizada se não fosse tomado o devido cuidado:

Normalmente haveria uma pequena taxa de 10 a 30% sobre o valor visto que o governo se responsabiliza pelos demais gastos, para sua sorte no entanto parece que esse débito já fora pago, embora não possa justificar as razões do seu intermediário por fazê-lo. O velho doutor dava meia volta, acenando com a mão como sinal para deixar como as coisas estão, sobre seu jaleco um maço de cigarros um tanto quanto amassado era subjugado com um único escolhido sendo posto sobre a boca acendendo após leves tentativas escondendo o isqueiro como se sua existência fosse um crime hediondo. Eu esconderia qualquer labareda ou fumaça da presença dela, seja real ou cinematográfica se pode entender minhas razões! Céus como estava morrendo com ausência de nicotina em minhas veias! Seja como for uma boa sorte aos senhores, temo que seja a hora de partir.

A enfermeira por outro lado parecia relutante, seus pés ricocheteiam impacientes contra o piso, cada pisada fazendo um barulho maior que o anterior até que sem poder mais se conter rendia se a um profundo suspiro, apalpando um cartão e entregando o nas mãos da garota sussurrando aos seus ouvidos palavras inaudíveis. Hanako parecia contra a ideia o que deixava a ruiva com os nervos a flor da pele, porém sua insistência se provava vitoriosa e ao menos o cartão era mantido sobre posse de sua antiga paciente, um óculos de cor similar a pigmentação de seus cabelos eram postos sobre suas retinas e olhando para o caçador como se ele houvesse se tornado a verdadeira presa, encarava o de maneira elegante e seduzente:

Há luz na escuridão 1fa23510

Espero que admire a paisagem pois esta não será a última vez que ouviu falar de mim cavalheiro, continue sobre a linha ou quem sabe receberei um motivo para fazer lhe uma visita. Sua gargalhada era histérica e apavorante, feixes de luz pareciam sair de seus dedos ao momento que ajeitava suas armações de forma ameaçadora, o pôr do sol realmente cooperava em deixar um realce intimidador, buscando apertar o passo e acompanhar o doutor, conversando ao telefone como se estivesse cobrando um favor.

Finalmente a sós recolhia a cadeira de rodas permitindo que sua amada recebesse o devido retorno ao lar, as paredes que transmitiam doentias lembranças agora eram recheadas de doces recordações em que paparicaram entre si trocaram beijos e carinho momentos que até onde sabe eram incertos de acontecer de novo, dúvidas recheavam seu coração provocando lágrimas, gotas de água não apenas de lamentação assim como acompanhadas pelo alívio, a sensação de bem estar por não estar sozinho e agradecimento por seu ente próximo estar vivo. Os soluços vinham e as coxas lhe serviam como berço, ela ficará ali apenas o observando sem saber o que dizer ou fazer, enquanto tudo parecia cada vez mais difícil. Não se sabe quanto tempo permaneceu nessa posição tudo parecia ser uma eternidade sem fim, diante de toda essa comoção em um momento qualquer sem saber se de fato existira suas orelhas sentiam um toque suave em sua superfície, dedos deslizavam por toda sua extremidade até alcançar seu couro cabeludo repetindo movimentos circulares por toda a região, um cafuné adorável e macio para relaxar a mente.

A acomodação o havia levado ao sono as preocupações se esvaziaram tão bem que seu corpo finalmente pode descansar como queria, quando deu conta do ocorrido estava acordando ao chão, suas vestes pareciam terem sido puxadas como se tentativas de lhe arrastar houvessem ocorrido, seu celular iluminava seu rosto jogado ao chão ao seu lado com resolução gritante, alguém o depositará ali para caso acordasse pelo o que parecia, um anúncio pipocava da tela onde ainda estava aberto o site da guilda japonesa se prestasse atenção mesmo com os olhos ainda meio molhados veria um pop up de recrutamento. “Venha fazer parte da Draw Shield-Inscrições abertas para os próximos dois dias” se clicasse o endereço e detalhes mais precisos seriam revelados, cabia a ele definir o que faria com tal informação.

Se sua preocupação estava sobre o paradeiro de Hanako ela estava próxima a televisão, uma mochila que estava presa a parte de trás da  cadeira agora encontrava-se sobre uma mesinha, e seu interior completamente aberto desde roupas até a comida hospitalar, duas marmitas com o isopor que as armazena completamente lacrado, separadas de antemão como se esperando para serem consumidas quando as exigências estivessem cumpridas, sobre a tela que parecia estática hora ou outra por se um aparelho antigo um repórter concluía uma manchete sobre um portal de Rank C recentemente concluído no parque ecológico a algumas quadras de distância:

Há luz na escuridão Oip10

Vamos fechar o quadro com sugestões do líder do esquadrão, diga me Aizawa dado o grande crescimento de incidentes sobre a região de Osaka o que poderia solucionar o problema? Uma espada enorme,tão grande quanto duas portas uma em cima da outra colidia ao chão e de trás dela um magrelo de cabelos bagunçados e olheiras sobre o rosto, cansado e exausto como se estivesse sempre em tais condições pegava o microfone batendo duas vezes para testar sua sincronização antes de falar:

O número tem crescido muito pois a quantidade de voluntários tem se demonstrado menor que nos anos anteriores, freelancers têm deixado de aparecer e apenas guildas grandes tem tomado o controle, este é um ofício perigoso apesar de bem remunerado mas apenas pessoas que desejem por isso ou se encontram em situações de vida ou morte cuja a renda extra séria questão de princípios para sobreviver ou garantir a sobrevivência de alguém, tomariam a frente para participar. Digo agora em meio a essa transmissão, precisamos de capacitados, qualquer um que demonstre potencial façam sua parte para que nossa nação possa brilhar eternamente.

O repórter retomava o controle dizendo algumas últimas notícias menores antes do programa acabar, Hanako parecia não notar o despertar do irmão e se manteve avoada encarando o teto sem saber o que fazer, sua voz mesmo que ferida e baixa cantarolava uma de suas músicas favoritas, procurando trazer coisas boas de um passado onde seu corpo ainda era aquilo que desejava restabelecer.  Um som quase esquecido percorria a audição do rapaz, que lá no fundo desejava que ela conseguisse falar naturalmente com ele novamente.
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Æther

DINHEIRO
em 20/7/2020, 10:14
Alguém havia pago as dívidas de Hanako no hospital, quem ou porque eu não sabia, com certeza eu estava grato pelo feito, mas eu não podia deixar de pensar no quão problemático isso poderia ser dependendo de quem fosse o benfeitor. Falando em problemático, inverta o gênero e traga a segunda dose, pois essa enfermeira com certeza seria encrenca, ela não queria que eu cuidasse de Hanako e estava claro que iria ser outro problema a lidar.

Eu tinha muito o que pensar, minha mente trabalhava a mil por hora conforme entramos em casa e em uma explosão emocional desabei, afagado pelas gentis mãos de Hanako eu era levado ao sono e acordava o que parecia segundos depois para mim. Meu cansaço mental era enorme, o sono que tive não foi muito e com tantas coisas passando em minha cabeça, era como se eu tivesse continuado a remoer a situação enquanto dormia.

Notava que pela posição de minha roupa era como se tivessem tentado me mover, para alguém que devia estar cuidando da Hanako, esse reencontro tinha sido o total oposto, mas minha oportunidade de mudar isso estava bem a minha frente, uma imagem mostrava uma chance de entrar para a draw shield, a guilda inicialmente só de mulheres que Akane tanto gostava, era a oportunidade da vez.

Eu percebia o cara na tv, mas o ignorava após o observar rapidamente enquanto me levantava e ajeitava a roupa, sabia muito bem que sair para ir atrás da guilda seria um problema, esse “abandono” da Hanako seria um prato cheio para a enfermeira que acabou de mostrar suas presas, isto será munição para ela, mas ao mesmo tempo é necessário, assim como a conversa que terei agora será difícil, porém necessária.

Me aproximaria de Hanako e me encostaria na parede de forma a ver ela o mais de frente possível.

-Hanako… Preciso falar algo… Como sabe vou precisar trabalhar para nos sustentar e eu pessoalmente quero até comprar uma casa nova… Como você sabe, isso demanda uma quantia absurda de dinheiro…


Eu respirava fundo, ela não sabia que eu havia despertado no tempo que fiquei fora de casa e talvez me ver saindo para dungeons cheias de monstros fosse ser algo difícil e que ela podia tomar como culpa dela, assim como ela podia ter medo ou se sentir solitária de ficar aqui sozinha… Seria difícil.

-Bem… Durante esse tempo que a gente não se viu… Eu despertei como um caçador e pretendo tentar entrar na draw shield por… Vários motivos… Enfim… Vou precisar ir numa avaliação deles e quero saber se você ficará bem… Você tem celular com você?

Após um tempo colocaria então duzentos keks no colo dela, se ela desse a entender que não tinha um celular, também colocaria o meu após memorizar os dados da seleção.
No caso dela dar a entender que tinha um celular, falaria para ela então anotar meu número nele, sabia que talvez ela não fosse querer ficar com meu celular, eu precisava fazer ela mostrar o aparelho. Mas se nesse caso ela não mostrasse nenhum aparelho, colocaria o meu em seu colo junto ao dinheiro.

-Você precisa mais que eu… Dinheiro para despesas e celular para emergências…

Esperaria um pouco por uma resposta, queria pelo menos um sinal de vida, talvez fosse impossível para ela agora, mas eu queria pelo menos tentar uma reação, uma fala, pelo menos um olhar.

Após alguns segundos ou após ela dar sua resposta, suspiraria e afagaria seus cabelos com minha mão esquerda.

-Eu volto logo e com presentes, espero que ainda goste de filmes, assim podemos assistir alguns na netflix mais tarde…

Iria então ao banheiro tomar banho, não possuía muitas peças de roupas então colocaria as minhas no cesto e iria de toalha até o quarto de meu pai, ele tinha um porte físico parecido, talvez ele ainda tivesse alguma camisa e calças guardadas para eu usar junto com meu tênis.

Uma vez vestido sairia pela porta da frente encostando ela ao sair e exclamando num tom que Hanako pudesse ouvir:

-Ittekimasu…


Uma expressão comum de “vou mais volto” usada em lugares como sua casa, algo que eu não usava a muito tempo, no entanto esta era a primeira vez que eu não só queria como devia voltar.
Pensativo e cabisbaixo começaria a caminhar em direção a alguma conveniência próxima, onde compraria uma latinha de chá verde gelado, umas três barrinhas de cereal sabor chocolate e uma lata grande de energético, uma vez que isso fosse pago iria para um ponto de ônibus, onde pegaria o primeiro que me deixasse no bairro do teste para a draw shield. Uma vez no bairro do teste, caminha até ele comendo meu “lanche”.
Deep
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Æther

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Rank C

em 22/7/2020, 21:39

O apressou familiar às vezes exigia a participação e o levantamento de assuntos relevantes, sejam eles em algumas ocasionais exceções em relação a como uma tarefa séria propriamente abordada no decorrer da realização de seus afazeres almejando um objetivo mútuo ou supostamente necessário.No caso do famigerado rapaz  um plano imobiliário que exigiria não apenas uma quantidade monetária considerável mas também ser realizado em inúmeras etapas sendo a primeira delas um emprego de renda sustentável.Pessoas normais poderiam trabalhar em lojas de conveniência ou como operários de fábrica, alguns mais espertos ou beneficiados como gerentes ou empresários, mas para os bens dotados de habilidades excepcionais havia uma rota completamente diferente e contraditória a tudo o que se acreditava do bom senso comum. Esse era os benefícios sobre aqueles que despertaram e também a razão de suas quedas, as famosas dungeons que começaram a brotar deliberadamente sobre os cantos mais remotos do mundo. O que seriam esses estranhos portais? Pesquisas ainda estão sendo elaboradas para um melhor entendimento para responder inúmeras perguntas sem solução, um resumo de comum senso para entendimento razoável desde crianças a adultos seria o lar e existência de outros seres que possam desequilibrar com o balanceamento do mundo "bestas mágicas". Se um portal permanecesse ativo por um tempo considerável de sete dias essas criaturas hediondas iriam aterrorizar as massas e causar terríveis catástrofes sobre o ecossistema e a todos que habitam a sua volta, criando-se então a necessidade de matá-las.

Uma realidade de gato e rato que Deep simplesmente jogava ao colo de seu próprio sangue parentesco, avisando que estaria arriscando sua vida mesmo depois de ela ter perdido tanto. A súbita surpresa de sua reviravolta criava as primeiras reações de real desespero, o que antes parecia ser finalmente o fim para seu sofrimento é as portas abertas para um estilo cotidiano pacato e simplório com uma das pessoas que mais marcará seu passado, em poucos minutos se tornará um ápice de abandono misturado com pensamentos contínuos de uma inquietude decorrente, o quê poderia garantir para essa garota que retornaria para casa todos os dias e que seu nome não seria a próxima manchete dos inúmeros voluntários caídos protegendo uma nação toda? Como ela conseguiria realizar as tarefas do dia a dia sozinha enquanto o irmão estivesse fora se ninguém além dele estava presente para socorrê-la? Diferente de cadeirantes que nasceram ou presenciaram essas condições por tempo considerável, suas feridas eram recentes e tão pouco estava acostumada com a ausência dos sentidos de suas pernas. As rodas giravam e giravam de forma rápida,quase perdendo o rumo enquanto colidia contra a figura fraterna apoiando se deliberadamente sobre o tórax do garoto impedindo a de cair para fora de sua simbólica prisão recuperando o dom da fala perante o desespero:

Há luz na escuridão Giphy

Consegue ao menos ouvir o quê está dizendo!?O que está acontecendo eu gostaria de entender, você foi embora e me deixou aqui sem nunca tentar restabelecer contato...Mesmo nossos pais tendo seus problemas nunca pensei que acabariam mortos...e nossa irmã...tudo aconteceu tão inesperadamente.Suas lágrimas eram incessantes e escorriam por toda sua face molhando a camiseta brevemente ajustada,seus punhos se fecharam como se o agarrando com força que  levaria mais dias para recuperar, recebendo o leve corte em sua palma devido suas unhas grandes e pontiagudas.O simples relance de suas coxas deixava a desnorteada, uma parte do corpo que deliberadamente permanecia a mostra deixando de existir somente para ela, sua tosse era ríspida e os soluços fortes, as palavras quase não voltavam a se formar é inconscientemente retornavam não se sabendo se era preferível sua manifestação impulsiva ou o silêncio que poderia ter se agravado pela sua falta de capacidade.Então depois de tudo isso, a primeira pessoa que vejo ao final de um pesadelo era justamente você!E isso tinha me acalmado por alguns instantes, eu pensei que tudo poderia ter um rumo feliz,mas não se passou nem ao menos um dia e já está indo embora, nem ao menos deixa eu absorver está decisão como já está com um pé a fora…

Tudo ficará quieto, melhor dizendo o mundo continuava a trabalhar apenas os dois aparentavam ter se separado desse plano, os chiados da televisão ficam nítidos repercutindo sobre os canais auditivos acompanhados da torneira da cozinha pingando lentamente a intervalos longos e quase nunca frequentes de encontro com a pia. A ausência de barulho era tão gritante que o som estridente da abertura de sua carteira parecia entoar como giz riscando sobre a lousa e as notas de kek como papel de livros sendo folheados até uma quantia de duzentos perfeitamente acumulada e depositada em acréscimo ao celular, suas mãos acariciavam lhe os cabelos é um ato de preocupação transpirava tanto em sua boca como cravado em seu espírito, deixando a em um meio termo entre a aceitação e a negação retornando-se ao silêncio, o dinheiro era guardado lentamente sobre sua mochila demorando uns bons minutos de reflexão sobre o ato antes de recebê-lo de bom grado, enquanto saia da sala pra banhar-se a tela do celular parecia tentadora para Hanako que o vilustrava com possibilidades retirando algo imperceptível dos bolsos como se decidida a utilizar-lo.

Tendo se higienizado tão bem quanto poderia era hora de se vestir a caráter, como no entanto viera com as mãos abanando contra o vento sem pertences ou quinquilharias para manifestar suas posses,roupas novas seriam necessárias dando tempo para as antigas se livrarem da sujeira a muito acumulada, algumas pessoas tendem o costume de dizer, objetos deixados pelos mortos já não mais possuem domínios sobre seus  antigos proprietários então entrar no quarto do seu velho que o odiará pegando suas coisas que jamais passariam em suas mãos mesmo sobre as mais rígidas das situações era completamente aceitável, ao menos assim imaginava sem ter ninguém a contra argumentar seus ideais. Peça por peça seu corpo era novamente trajado e com o auxílio de um espelho alto ele era capaz de observar seu semblante notável.

Há luz na escuridão 624f6dfef88871b6554128df4ba88376

Era chegado o momento da partida e porta a fora o japão demonstrava ser completamente inestimável, apesar de morar em um bairro pobre, mesmo os arredores eram bem enfeitados com vegetações agradáveis e estruturas de se tirar o chapéu, a única coisa que parecia se diferenciar de centros como tóquio ou lugares famosos pelos seus turistas e alojamentos era quem sabe a ausência de brilho; movimentação e situações corriqueiras como as presentes em seu campo de visão, mulheres seminuas aproveitando-se da proximidade da noite para procurar prestar seus serviços, endividados sendo espancados pela yakuza por serem incapazes de pagarem em becos a plena vista, restaurantes ao ar livre com pratos digamos que “exoticos” respondendo pelo desaparecimento inexplicável de alguns animais domésticos nas redondezas. O que diferenciava as classes era apenas o quão expostas elas eram, nobres residências apesar de não serem totalmente livres de acontecimentos parecidos eram mais discretas, viver em um lugar com vizinhos tão perturbados era sinal de insanidade,desespero ou falta de esperança.

Há luz na escuridão Anime-city-wallpaper-hd-50842-52535-hd-wallpapers

Por ser familiarizado com o que já foram suas ruas logo adentrava em uma loja de conveniências bastante conhecida “A garça solitária” pequena,modesta e com o suficiente para passar as necessidades, muitas prateleiras estavam expostas com seus diversos produtos enfileirados como se fosse um mercadinho, uma garota de all stars mantia seus pés acima do balcão de trabalho,mascando chiclete jogando em um playstation 4 conectado a uma televisão com seus headsets sobre o pescoço. Ignorando-a da mesma maneira que era ignorado, recolhia aquilo que lhe era interessado, quando passou para ser atendido recebia instantaneamente um dedo indicador apontando para um aviso “Deixe o dinheiro em cima do balcão;Não perturbe” ao todo a pequena compra rendeu cinco keks e a passagem do ônibus que  tomará logo em seguida somava mais dois, com todos os gastos que tivera até então ainda lhe restava oitenta e três.

A viagem poderia demorar um pouco afinal pelas informações a Draw Shield operava exatamente ao centro de Osaka, sendo o melhor momento para recordar as instruções que lhe foram passadas ao anúncio. Ao chegar ao local permaneça na recepção após falar com a atendente, pessoas instruídas irão ser responsáveis por encaminhá-lo ao local do exame. Três exames estarão acontecendo de forma simultânea cada um deles com uma abordagem diferente do primeiro mas com igual recompensa ao final.

Há luz na escuridão ULBUMHW
1- Teste de Força, os interessados serão postos sobre um ginásio anteriormente preparado para lutarem entre si em esquemas de chaves de torneio, os vencedores de cada grupo serão contestado com a permissão de ingressar como um dos membros.

2- Teste em Equipe, os participantes irão ser divididos em times balanceados e irão acompanhar seus examinadores em dungeons reais de nível baixo para serem avaliados suas personalidades, tomadas de decisões e companherismo.

3- Exclusivo para membros do sexo feminino; Garotas caçadoras devem apenas apresentar-se falando sobre seu despertar e habilidades e instantaneamente serão aceitas e designadas para seus campos de atuação.

Por ser um lugar de comum interesse o ponto de parada fazia-se justamente a entrada, um enorme arranha-céu de quinze andares perfurando os céus, um chafariz glorioso dava abertura para esse monumento, garotas em sua maioria trajando ternos sofisticados ou roupas esportivas circulavam os arredores, apesar de ser uma guilda as redondezas também pareciam ser conectadas, com uma academia ao ar livre, salões e cabeleireiros que recebiam aos montes seus membros com descontos agradáveis. Com sua barra de cereal mastigada e salivando goela abaixo a porta automática abria revelando seu interior ao momento que adentrava. Vários telões com notícias de portais abertos por todo o japão expostos permitindo suas identificações assim como um tabelado com as principais guildas com membros específicos para tomar abordagens em superá-las, diversas atendentes encontravam seus próprios grupos sobre suas recepções de interesses variados, algumas responsáveis em realizar pagamentos, outra encaminhar caçadores para as masmorras, compras e vendas de itens entre seus membros na forma de mercado propriamente organizado e um pequeno e não menos importante quiosque previamente elaborado com um enorme cartaz de “Recruta-se”.
Código:

Histórico
Post 3
Ganhos: Par de chaves(Moradia);Kit de roupas empresário; uma latinha de chá verde gelado, duas barrinhas de cereal sabor chocolate e uma lata grande de energético
Perdas: 10 Keks - Consertando Porta; 200 keks + Smartphone - Entregues para Hanako; 5 Keks - Compras na loja de conveniência; 2 Keks - Transporte Publico; 1 Barra de cereal  
Rim
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Æther

DINHEIRO
em 24/7/2020, 14:31
O que ela quer que eu faça? Me perguntava com a cabeça encostada no vidro da janela do ônibus. Não havia prestado atenção em mais nada depois da conversa com Hanako, a reação dela havia me tirado o sossego. Não era como se eu fosse deixar ela sozinha pra me divertir com putas ou para fazer algo que gosto, preciso sair para pagar uma casa e uma enfermeira para cuidar dela enquanto não estou próximo e a deixar confortável, mas para isso eu preciso sair e deixar ela sozinha uma ou duas vezes para ganhar o dinheiro inicial.

As lágrimas dela e sua voz vinham a minha, suas falas me tiram uma lágrima do canto do olho.


--Não é justo…


Falava pra mim mesmo num tom baixo, como Hanako acha que eu me sentia, como ela acha que eu me sentia deixando ela pra trás no seu estado atual? Como ela que eu vou encarar monstros pensando que se eu morrer ela vai ficar sozinha e incapaz de se virar? Ainda por cima ela fica com o veneno daquela enfermeira nos ouvidos. O que ela quer que eu faça? Que aprenda a mudar meu elemento mágico, invente o elemento ouro e faça toneladas de grana em casa? Não é justo… Eu estou fazendo o máximo que posso, estou arriscando minha vida para dar a ela algo e ela me pede que o dê sem sair de perto dela para apostar minha vida, mas isso não é possível, eu não tenho como fazer isso e mesmo que eu tentasse pegar um trabalho bosta e normal, tudo que eu conseguiria seria passar fome e não pagar os remédios dela, o que faria com que a tirassem de mim também.

Enquanto pensativo, lembrava do meu tempo como gangster, do que fazia, do que sou capaz, meu apelido da época vinha a minha cabeça e a situação se explicava em minha, eu teria problemas, mas aguentaria pelo bem da Hanako, mesmo que ela passasse a me odiar, mesmo que ela viesse a não querer mais me ver, ainda iria fazer isso por ela, não permitirei que ela sofra se eu puder sofrer no lugar, posso não ser santo de luz que ela merece, mas farei meu melhor como um demônio das trevas… Só não posso exigir amor ou compreensão da pessoa a qual eu mais amo e me preocupo… Não é justo… Mas é necessário.

Descia do ônibus ainda pensativo e caminhando em direção ao prédio que era um colosso de concreto, iria parar no primeiro lixinho que visse, terminar de comer as barras de cereal, beber o energético e finalizar com o chá, para que seu gosto durasse mais na boca e ajudasse a descer os outros completando meu “lanche nutritivo”. Após jogar fora o lixo que sobrasse da “refeição” colocaria as mãos no bolso e ainda pensativo e sem esbanjar muito conforto ou felicidade no rosto iria me dirigir finalmente ao quiosque de recrutamento, eu já tinha decidido qual seria meu teste, o teste de força, por mais que não fosse o mais indicado para minha classe de despertar, era o que provavelmente seria mais controlado, já que a competição seria assistida, então supostamente se eu vencer rápido, consigo ser aprovada antes e de forma mais segura que no portal, apesar de que ser aprovado pelo portal parece ser mais fácil já que você estará sob uma avaliação mais diluída no meio do grupo.


-Aqui, minha carteira de caçador, gostaria de entrar no teste de força para tentar ser recrutado…


Diria eu apresentando meus documentos ao quiosque quando chegasse lá, apesar de lutas não serem o exato foco de magos, muito menos os de meu estilo, eu era mais acostumado que o normal em lutar com humanos devido a meu histórico, assim como meu nível de poder errático seria difícil de se esperar, todo meu poder como rank C está em minha capacidade mágica e sentidos, sou praticamente um rank B ou mais nisso, todas minhas outras características são iguais as de um E, isso me faz um C com um poder de fogo e percepção de arredores em um nível inesperado e incomum… Talvez pudesse surpreender alguém com eles e usar isso a meu favor.

E se em algum momento enquanto esperava pra ser guiado a meu teste, algum outro recruta começasse a puxar conversa, diria:

-Você sempre fala demais assim? Ou só quando não querem ouvir?


Estava com a cabeça perdida em pensamentos problemáticos, não queria o som de algum trouxa falando sem parar atrapalham meus pensamentos.
Deep
Deep
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Æther

DINHEIRO
Rank C

em 28/7/2020, 19:46

Sua licença era bem recebida e seus dados analisados ao barulho das teclas repetitivas em meio a uma digitação monitorada com vários olhares criteriosos dirigidos a si mesmo de tempos em tempos por trás do monitor. A responsável pela observação e análise era a instrutora encarregada do recrutamento com uma feição de poucos amigos e uma aparência amadurecida tanto pela idade quanto experiencia, sua carta era devolvida e a tela virada para demonstrar uma foto recém tirada de si mesmo com os dados compactados sobre seus feitos até o momento assim como um leve histórico superficial de seus dados pessoais:

Você está na divisão “D” para Desordeiros, parece que isso seria sua primeira vez, espero que venha a se comportar e deixar seu passado duvidoso para trás, pode não parecer mas como somos uma guilda grande temos acesso a maiores informações para evitarmos problemas posteriores ao recrutamento, como não queremos perder possíveis estrelas em ascensão permitimos a participação de encrenqueiros, mas como é um recém despertado já logo aviso que não será nada fácil.Sua palma era erguida como se chamando por um candidato e uma garota entre muitas que se sentavam lado a lado conversando casualmente se levantava com postura trajando seu caminho de maneira elegante até o lugar.Roxy por favor encarrega-se de levar nosso candidato para o ginásio,ainda temos alguns minutos antes das participações.

A jovem apresentada garota acenava com a cabeça curvando-se sutilmente para sua superior atrelando seus dedos sobre a mão esquerda de Deep puxando o deliberadamente para que a seguisse sem nem ao menos pestanejar guiando sem afastar-se de seu destino indo em direção a fase dos exames. O lugar era perfeitamente organizado com rinques separados para cada tabela e uma imensa arquibancada circular onde pessoas comuns pareciam se acomodar para ver um ótimo espetáculo:

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Além de conseguirmos bons candidatos, somos capazes de faturar com as apresentações ajudando de forma lucrativa e aprimorando a mão de obra em mais de um sentido, de certo modo isso ajuda os perdedores a encontrarem seus rumos visto que alguns olheiros de fora costumam vir pra cá dar uma analisada, então se por acaso fracassar pelo menos certifique-se de dar um belo espetáculo.Roxy explicava  enquanto  piscava com apenas um dos olhos como se estivesse lhe proporcionando alguma ajuda. Havia várias tendas cada uma com suas correspondente letra, os membros alojados abaixo de sua candidatura eram todos parrudos e com músculos gritantes estampando tatuagens de dragão, desde ex-criminosos liberados pela justiça ou até mesmo ladrões buscando uma mudança de rumo. Todos pareciam ignorá-lo a sua própria maneira mantendo diálogos particulares entre si, rindo a plenos pulmões afobando de sua superioridade orgulhosa. Roxy acenava com um sorriso amigável demonstrando que não daria nem mais um passo deixando a sós com seus potenciais adversários.

Passado em torno de meia hora as luzes se apagavam dando holofotes para o centro do ginásio, uma apresentadora fazia cena, cartola a cabeça e pombas brancas ao seu redor realizando piruetas coreografadas, mesmo parecendo ser um truque bobo parecia agradar o público com sua simplicidade e satisfação, com o microfone aos lábios ela indagava em alto e bom som:

Sejam bem vindos ao torneio de força organizado pela Draw Shield, atualmente nossa guilda inicialmente destinada ao sexo feminino decidiu abrir as portas de seu coração para que os homens tivessem a chance de participarem como membros em potencial, mas toda causa possui sua exceção e a nossa seria na restrição para apenas os qualificados. É que maneira melhor que testar suas habilidades em combate para julgar suas capacidades? Sejam livres para analisar as batalhas em meio a nossas dezesseis alas especialmente preparadas e com árbitros individuais. A apenas algumas regras que devem ser respeitadas.

1- Não se pode sair do ringue,isso será levado a desqualificação ao momento que encostar ao chão.

2- Se o adversário estiver em condições inadequadas a continuar o mesmo será retirado como medidas de segurança.

3- Tentativas de homicídio são completamente inaceitáveis e receberão punições posteriores.

Espero que todos estejam de acordo e administram o seu melhor!
De forma organizada ao badalar da última vogal duas atendentes com listas em suas mãos adentraram na tenda com pranchetas em punho, riscando com a caneta apontando para os participantes que deveriam subir. Deep! por favor se dirija ao ringue D. Se o mesmo flexionar suas coxas para o fazê-lo perceberia a feição do seu primeiro conflito, um adulto com cicatrizes ao peito exposto, usando calças sociais e sapatos de veludo assim como uma gravata perfeitamente colocada, o mesmo aparentava estar desarmado e encarava como se aguardando o garoto dar a primeira investida.
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Æther

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em 29/7/2020, 14:37
“D de desordeiro” né? Então competirei com outros desordeiros, isso pode me ser uma desvantagem, talvez algum até me conheça já, o fator surpresa do meu estilo canhão de vidro de ser, pode não ser tão efetivo assim. Fora isso, ainda podem saber do meu Yamata no Orochi, meu trunfo, apesar de quase nunca ter o usado em batalha, seria um problema se já conhecessem ele de alguma forma.

Uma moça me guiava até onde os competidores ficavam, não prestava muito atenção nela, não estava ali pra ver mulheres bonitas ou fazer amizades, estava ali pra entrar na guilda e conseguir o dinheiro para a Hanako, apesar de concentrado, era retirado de meus pensamento por  um grotesco show de músculos, peitos cabeludos e testosterona, vendo aquela salinha onde deveria ficar com meus adversários, conseguia entender perfeitamente porque a guilda não aceitava homens.

Todos olhavam pra mim ali, claro, eu era um magricela se colocando no meio de grandões para encarar eles em uma briga, com certeza todos que me olham aqui possuem um de dois pensamentos. Ou acham que serei uma presa fácil ou acham que serei um oponente muito forte, pois ou eu estou tentando uma briga sem capacidade da mesma, ou eu sei que tenho força suficiente para ignorar a diferença de tamanho… No fim das contas, esses dois tipos de pessoas estariam cientes de que sou um peso pesado na competição, como qualquer outro aqui, se fossem capazes de ver o que espreita em minha sombra.

Meu nome era chamado, era hora de começar a lutar, me levantava e via meu oponente a distância, peitoral exposto, aparência extravagante, claramente confiante, cheio de si e provavelmente com um bom motivo pra isso, não só isso, ele parecia esperar pelo meu primeiro movimento, provavelmente ele era experiente e confiante… Problemático.

Assim que dada  a permissão para lutar, ergueria a mão esquerda acima da cabeça e prepararia um ataque de sombras normal, porém minha ideia era chamar atenção para esse ataque alto e diminuir a atenção ao chão, onde três finas extensões de minha sombra se alongariam rapidamente pelo chão em busca de tocar a sombra do oponente, uma vez que a minha sombra tocasse a dele, meu Deathspring estaria próximo de seu bote, três cobras feitas de sombra dariam botes simultâneos, duas delas mirando cada uma a panturrilha de uma perna diferente e a terceira se jogaria dando um bote mirando a face do homem. Em sincronização com esse ataque, assim que o oponente se movimentasse para reagir a ele, fosse os olhos olhando pro chão enquanto a sombra se alonga, um movimento defensivo quando as cobras saíssem das sombras, ser mordido por elas ou até mesmo um ataque contra mim, em todos esses casos faria um ataque rápido com a mão direita que estava sem ser usada até agora para não chamar a atenção, este ataque miraria o peito do oponente para desestabilizar ele e seria seguido de um arremesso da esfera de trevas que preparava na mão esquerda que está erguida, a ideia era que a combinação sorrateira de ataques incomuns com toda a potência anormal para um rank C que o mago possui, causassem o alvo a ficar fora de combate, ser arremessado para fora da arena, ou até mesmo os dois.

Eu manteria meus sentidos bem concentrados, se percebesse o inimigo me atacando, faria um ataque de sombras com a mão esquerda, para que este ataque se chocasse com o ataque do oponente para bloquear e impedir esse. Feito que seria seguido de um ataque de sombras lançado com a mão esquerda contra o peito do oponente, visando o danificar e o jogar para longe.
skill usada:
Nome da Skill:Deathspring
Tipo:Ataque
Rank / Valor: D/+100 Dano
Alvo: 1 alvo
Distância: distância da classe(25 m)
Efeito:N/A
Condição:

-Condição Pesada(-20 pps)
Não pode se se locomover no post que usa a skill e todo dano tomado nesse post aumenta em 50%
PP's20 pp
Consumo:60 mana
Descrição:Enquanto concentrado sem andar, o mago projeta sua sombra que se alonga e rasteja pelo chão tentando atingir a sombra do alvos, então destas sombras surge uma cobra naja feita de sombras para dar o bote no alvo causando dano. O ataque apesar de sair das sombras do alvo, ainda pode se evitar a skill normalmente. O uso dessa magia causa uma fragilidade da força vital do mago, deixando essa exposta como um fio desencapado, aumentando dano a ele no post que a magia ocorreu.
Imagem do íconehttps://i.pinimg.com/originals/37/e7/3a/37e73a1afacfcf85559bd48f77be68c4.png
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